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Análise de Dados

Renda fixa: os pontos em que o CDI deixa de ser o melhor referencial

Comparar tudo com o CDI é prático e às vezes enganoso. Analisamos prazo, imposto, marcação a mercado e inflação para mostrar onde o referencial falha.

Ilustração do artigo: Renda fixa: os pontos em que o CDI deixa de ser o melhor referencial
Por Helena Braga2 min de leitura353 palavrasRevisado por especialista: Rodrigo Sampaio, CFA
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O CDI virou a régua universal do investidor brasileiro. Ele é um bom referencial para aplicações de liquidez diária e um referencial ruim para praticamente todo o resto — e a diferença entre esses dois casos custa dinheiro.

Onde o CDI funciona bem

Para um produto pós-fixado, de liquidez diária e risco de crédito baixo, comparar o rendimento com o CDI faz todo o sentido. É o mesmo tipo de risco e o mesmo horizonte.

Onde ele engana

Situações em que a comparação com o CDI distorce a análise
SituaçãoPor que distorce
Título prefixado longoIgnora risco de marcação a mercado
Título atrelado à inflaçãoIgnora o objetivo de poder de compra
Crédito privadoIgnora o prêmio de risco de crédito
Produto isento de IRCompara valores brutos com líquidos
Ciclo de queda de jurosReferencial cai junto e mascara desempenho
Situações em que a comparação com o CDI distorce a análise

Rendimento líquido acumulado em três cenários de juros

Comparação didática entre pós-fixado, prefixado e indexado à inflação em cenários distintos. Série ilustrativa.

Unidade: %

A leitura relevante da série é que nenhum dos três domina os três cenários. Uma carteira de renda fixa construída inteiramente em pós-fixado é uma aposta implícita em juros altos por muito tempo — mesmo que o investidor não perceba estar apostando.

A regra do prazo

Case o indexador com o objetivo. Reserva de curto prazo em pós-fixado, objetivo com data definida em prefixado, objetivo de poder de compra em títulos indexados à inflação.

O efeito do imposto

A tabela regressiva do imposto de renda premia prazo. Comparar um produto isento com um tributado usando rendimento bruto é o erro mais frequente entre investidores iniciantes — e ele inverte o ranking com facilidade.

  • Converta sempre para rendimento líquido antes de comparar
  • Considere o prazo real que você pretende manter a aplicação
  • Avalie o risco de crédito do emissor, não só a taxa oferecida
  • Verifique cobertura do fundo garantidor quando aplicável

Fontes consultadas

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